quarta-feira, 27 de abril de 2011

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Cafeicultura no Brasil

Cafeicultura no Brasil Com uma produção anual em média de 1,3 milhões de toneladas de café, e uma parcela de aproximadamente 30% do mercado internacional, o Brasil é o principal produtor e exportador de café do mundo, seguido pelo Vietnã, a Colômbia e a Indonésia. Entre 10% e 30% da safra anual permanecem no país, o que faz do Brasil o segundo maior consumidor mundial de café, disputando apenas com os Estados Unidos.

A principal característica do café cultivado no Brasil é a sua grande diversidade. Devido a diferenças de solos, condições climáticas, espécies e variedades cultivadas e técnicas de cultivo em cada região, a cafeicultura brasileira produz os mais diversos tipos de grãos e qualidades de bebida. Ambas as duas espécies economicamente importantes,
arábica e robusta, são cultivadas no país. Com cerca de 4 bilhões de cafeeiros plantados em todas as 11 regiões cafeeiras do Brasil, o cultivo do café arábica é responsável por 75 % da produção nacional. Outro bilhão de pés são da espécie robusta, fazendo do Brasil o maior produtor e terceiro exportador dessa espécie, com cerca de 23% da produção mundial.

Até recentemente, a reputação do Brasil como produtor tradicional de café não trazia vantagens econômicas significantes. O café exportado em grão é negociado internacionalmente ao modo de matéria prima, ou commodity. Antes de ser vendido ao consumidor estrangeiro, passa a ganhar o seu diferencial como produto final, ou marca, através do processamento empreendido dentro dos próprios países importadores. Desde 2002, porém, o Brasil vem se destacando também como exportador de cafés de alta qualidade, moídos, processados e embalados por torrefadoras brasileiras.


O segmento dos chamados cafés especiais representa cerca de 12% do mercado internacional café. Durante a década passada, a indústria de alimentos em geral registrou um crescimento notável na demanda de produtos de qualidade. A indústria brasileira de torrefação e moagem, reunindo em torno de 1500 empresas, trabalhou com sucesso para agregar valor aos cafés do Brasil e para diferenciá-los junto ao consumidor estrangeiro, que agora está aprendendo a dar preferência a cafés de qualidade de procedência brasileira.


A Ferrovia no Estado de São Paulo


Desde o seu surgimento, no início do século XIX, a locomotiva a vapor firmou-se como o meio de transporte ideal para cobrir longas distâncias, de forma rápida e eficiente. Vinte anos após a sua invenção, o trem alterava a paisagem e a rotina de diversas cidades européias. Multiplicavam-se as linhas e os ramais a fim de atender a uma demanda cada vez maior por transporte de passageiros e mercadorias.

No Brasil, a idéia de construir uma estrada de ferro surgiu em 1835, por iniciativa do Governo Imperial, que concedia, entre outros benefícios, o privilégio de exploração por 40 anos à companhia que se propusesse a construir uma ferrovia ligando o Rio de Janeiro a Minas Gerais e ao Rio Grande do Sul. Apesar disso, o empreendimento não se concretizou.


A primeira ferrovia do Brasil seria inaugurada somente em 1854, quando, por iniciativa do Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Souza), foi criada a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis, que, com uma extensão de 14 km, ligava a Corte à vila de Fragoso, localizada ao pé das serras fluminenses. Com incentivos governamentais, até o final da década outras cinco linhas entrariam em operação.

Se, no plano nacional, a implantação de ferrovias visava atender às necessidades de integração territorial, no Estado de São Paulo, as iniciativas seriam marcadas por razões de ordem econômica: era necessário escoar o café das fazendas, cada vez mais distantes do litoral, até o porto de Santos.



Originário da Etiópia, onde é consumido desde a antiguidade, o café foi introduzido no Brasil na década de 1720. Plantado inicialmente no Estado do Pará, o seu cultivo estendeu-se pela faixa litorânea do país até alcançar o Estado de São Paulo. Com a queda do comércio açucareiro em 1805, os fazendeiros paulistas do Vale do Paraíba começaram a substituir as plantações de cana-de-açúcar pelos cafezais. A prosperidade das cidades valeparaibanas e a expansão do mercado internacional atraíram a atenção de fazendeiros de outras regiões do Estado, que também passaram a cultivá-lo. Em algumas décadas, o Estado de São Paulo se tornaria o maior produtor mundial de café. A partir de 1850, acentua-se a importância do café para a economia do Estado e até mesmo do país. Extensas áreas de floresta são derrubadas para implantação de novas áreas de cultivo. Fazendas vão sendo instaladas em regiões cada vez mais distantes do litoral. Aumentavam as distâncias e o tempo para percorrê-las tinha de ser cada vez menor. O tradicional sistema de transporte em lombo de mulas não mais atendia às necessidades.


Depois de 1867, a riqueza de São Paulo começa a deslizar sobre trilhos. Naquele ano entrava em operação a São Paulo Railway, a primeira ferrovia paulista. Estendendo-se só até a cidade de Jundiaí, a São Paulo Railway atendia apenas parcialmente às necessidades de escoamento da produção. A lavoura do café expandia-se e era preciso transportá-la de regiões cada vez mais distantes. Nos anos que se seguiram outras companhias levaram suas linhas até os mais longínquos pontos do território paulista. Um grande número de ramais e pequenas ferrovias completava rede. Direta ou indiretamente, todos os trilhos do Estado convergiam para o terminal de Jundiaí, de onde a São Paulo Railway transportava o café até o porto de Santos.



sexta-feira, 8 de abril de 2011

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Aprenda com o Jardineiro


Nos Estados Unidos, a maioria das residências tem por tradição em sua frente um lindo gramado, e diversos jardineiros autônomos para fazer aparos nestes jardins.

Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa dos Estados Unidos contratou um desses jardineiros. Chegando em sua casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 13 anos de idade, mas como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.

Quando já havia terminado, solicitou ao executivo a permissão para utilizar o telefone, no que foi prontamente atendido. Contudo, o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa. O garoto havia ligado para uma senhora e perguntara:

- A Senhora está precisando de um jardineiro?
- Não. Eu já tenho um - respondeu.
- Mas além de aparar, eu também tiro o lixo.
- Isso o meu jardineiro também faz.
- Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço - disse ele.
- Mas o meu jardineiro também o faz.
- Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
- Não, o meu jardineiro também me atende prontamente.
- O meu preço é um dos melhores.
- Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.

Desligando o telefone, o executivo lhe disse:
- Meu rapaz, você perdeu um cliente.
- Não - respondeu o garoto. Eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava medindo o quanto ela estava satisfeita.

.: PEDRO E SEU MACHADO

Pedro, um lenhador, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se viu desempregado. Após tanto tempo cortando árvores, entrou no corte!

A madeireira precisou reduzir custos...

Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico, porém, muito franzino, fugia completamente do biótipo de um lenhador.

Aqueles que conheciam Pedro, entretanto, julgavam-no um ótimo profissional.

Em suas andanças, Pedro chegou a uma área reflorestada que estava começando a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador experiente. E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo do Pedro e, com aquele semblante de selecionador implacável, foi dizendo que precisava de pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de "catadores de gravetos". Pedro, necessitando do emprego, insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional experiente!

Com relutância, o capataz o aceitou, Pedro foi admitido na madeireira.

Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via em Pedro uma fonte adicional de receita.

O tempo foi passando e, gradativamente, Pedro foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que Pedro estava se esforçando cada vez mais. Um dia, Pedro se nivelou aos demais.

Dias depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam...

O capataz que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou Pedro e o questionou sobre o que estava ocorrendo. "Não sei", respondeu Pedro, "nunca me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está decaindo".

O capataz pediu, então, que Pedro lhe mostrasse o seu machado.

Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de "dentes" e sem o "fio de corte", perguntou ao Pedro: "Por que você não afiou o machado?". Pedro, surpreso, respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que Pedro ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele poderia voltar ao trabalho. Pedro fez o que lhe foi mandado.

Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga: conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.

A lição que Pedro recebeu cai como uma luva sobre muitos de nós - preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de "amolar o nosso machado", ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos. Sem saber por que, vamos perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros. Em outras palavras, perdemos a nossa potencialidade.

Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15 minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos na mesma atividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na realidade, tem 15 minutos de experiência

repetida durante muitos anos.

A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam surgir. É "perder tempo" para afiar o nosso machado.


Até onde você iria?


O homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as próprias jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido. O homem desiste ? Não !

Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de "visionário". O homem fica chateado ? Não !

Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele. Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não!

Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d'água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não!

Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Encurtando a história: hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.

Portanto, se você, como infelizmente tem acontecido com muitas pessoas, adquiriu a mania de viver reclamando, pare com isso ! Vá em frente. Sempre !!!


AMIZADE

Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos:

A alegria, A tristeza, A sabedoria, A amizade, e outros.

Um dia comunicaram aos moradores que esta ilha seria inundada.

Apavorada a AMIZADE cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Ela disse:

- Fujam! A ilha será inundada!!!!!

Todos correram e pegaram os barquinhos para chegarem ao mais alto dos montes. Somente a AMIZADE não se apressou. Ela queria ficar um pouco mais na ilha. Quando já estava quase se afogando, apressou-se em pedir ajuda. Estava vindo a RIQUEZA e ela disse:

- RIQUEZA, me leva junto com você?

- Não posso, estou ocupada apreciando o meu barco novo.

Então passou a TRISTEZA e a amizade disse:

- TRISTEZA, posso ir com você?

- Ah! AMIZADE, estou tão triste que prefiro ir sozinha.

Passou a ALEGRIA, mas a alegria estava tão alegre por ter conseguido um barquinho que nem ouviu o chamado da amizade.

Já desesperada e achando que iria ficar só, a AMIZADE começou a chorar. Então surgiu um barquinho humilde com um velhinho fraterno e de semblante carinhosos que lhe disse:

- Sobe, AMIZADE, que te levo.

A AMIZADE sentiu uma felicidade imensa que até esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando no alto do monte ela perguntou a SABEDORIA: Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe até aqui?

E a SABEDORIA respondeu:

- É o TEMPO.

- Mas porque o TEMPO me trouxe até aqui?

- Porque só o TEMPO é capaz de entender e cultivar uma grande AMIZADE.


E DEPOIS SENHOR?

Um homem de negócios, americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento, trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los.

- "Pouco tempo" - Respondeu o mexicano.

Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.

O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família.

O americano voltou à carga:

- "Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo?"

O mexicano respondeu:

- "Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a sesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor".

O americano assumiu um debochado ar de pouco caso e disse:

- "Eu sou formado em Administração de empresas em Harvard, perito em 'Qualidade' e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente à uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão".

- "Mas, senhor, quanto tempo isso levaria?" - Perguntou o pescador, com os olhos arregalados.

- "15 ou 20 anos" - Respondeu triunfante o americano.

- "E depois, senhor?"

O americano riu, e disse que essa seria a melhor parte.

- "Quando chegasse a ocasião certa, você poderia abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito, muito rico. Ganharia milhões".

- "Milhões, senhor? E depois?"

- "Depois..." - Explicou o americano - "...Você se aposentaria... Mudaria para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os seus netos, tiraria a sesta com a sua esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia tomar vinho e tocar violão com os amigos..."

- "Pois é, senhor... É exatamente assim que eu vivo!" - Concluiu, sorrindo, o pescador...


O AMAR E O AMOR

Um esposo foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava sua esposa e que pensava em separar-se.

O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhes apenas uma palavra:

- Ame-a. E logo se calou.

- Mas, já não sinto nada por ela!

- Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.

E diante do desconcerto do esposo, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

"Amar é uma decisão, não um sentimento; amar é dedicação e entrega.

Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.

O amor é um substantivo, um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas mas nem por isso, abandone o seu jardim.

Ame seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire e compreenda-o. Isso é tudo. Ame, simplesmente ame!"

A inteligência sem amor, te faz perverso.

A justiça sem amor, te faz implacável.

A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.

O êxito sem amor, te faz arrogante.

A riqueza sem amor, te faz avaro.

A docilidade sem amor, te faz servil.

A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.

A beleza sem amor, te faz fútil.

A autoridade sem amor, te faz tirano.

O trabalho sem amor, te faz escravo.

A simplicidade sem amor, te deprecia.

A oração sem amor, te faz introvertido e sem propósito.

A lei sem amor, te escraviza.

A política sem amor, te deixa egoísta.

A fé sem amor, te deixa fanático.

A vida sem amor não tem sentido.


A águia

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70anos.

Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.

Aos 40 anos ela está com:

As unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!

Então, a águia só tem duas alternativas:

Morrer...

... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.

Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.

E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos. Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.



A Parábola das Moscas

Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite.

A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo. Como a superfície era muito lisa e suas asas estavam molhadas, porém, não conseguiu escapar. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e, por isso, continuou a se debater e a lutar.

Aos poucos com tanta agitação, o leite ao eu redor formou um pequeno nódulo de manteiga no qual ela subiu. Dali, conseguiu levantar vôo para longe.

Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido, novamente caiu num copo, desta vez cheio de água. Como pensou que já conhecia a solução daquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse.

Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:

- Tem um canudo alí, suba nele!

A mosca tenaz respondeu:

"Pode deixar que eu sei como resolver este problema".

E continuou a se debater mais e mais até que, exausta, afundou na água.

SOLUÇÕES DO PASSADO, EM CONTEXTOS DIFERENTES, PODEM TRANSFORMAR-SE EM PROBLEMAS. SE A SITUAÇÃO SE MODIFICOU, DÊ UM JEITO DE MUDAR.

Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de observar as mudanças em redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão?

Criamos uma confiança equivocada e perdemos a oportunidade de repensar nossas experiências. Ficamos presos a velhos hábitos que nos levaram ao sucesso e perdemos a oportunidade de evoluir.

É por isso que os japoneses dizem que na garupa do sucesso vem sempre o fracasso. Os dois estão tão próximos que a arrogância pelo sucesso pode levar à displicência que conduz ao fracasso.

Os donos do futuro sabem reconhecer essas transformações e fazer as mudanças necessárias para acompanhar a nova situação.